“FARRA” DAS INEXIGIBILIDADES DE LICITAÇÃO EM SOLEDADE CHEGA A R$ 585.500,00; CONTRATAÇÕES DESTA MODALIDADE DESPERTAM SUSPEITAS



 

Eleito sob a promessa de fazer “choque de gestão” no município, Geraldo Moura é alvo de críticas que vão desde o estado de abandono em que se encontram as ruas com iluminação e limpeza pública precária, gastos excessivos com propaganda no valor de R$ 600.000,00 até dezembro, nepotismo, contratos suspeitos da Rádio Caruá FM com a Câmara de Vereadores à efetivação de contratos com valores vultosos objetivando favorecer amigos e correligionários. 

Desta vez, numa análise minuciosa nas licitações realizadas no município foram constatados 15 (quinze) contratos, na modalidade inexigibilidade, que vão desde serviços advocatícios, contábeis e consultorias à contratos com empresários para os shows do São João totalizando um valor de R$ 585.500,00 gastos sem licitação. Como desculpa para esse tipo de contrato, os órgãos analisados dizem que apenas a empresa contratada pode executar o serviço porque ''tem notória especialização''. Mas será que em Soledade não existem outros advogados, consultores e contadores que poderiam prestar os mesmos serviços que foram contratados pela Prefeitura, IPSOL e Câmara?

Para se ter uma ideia o escritório de advocacia contratado vai desembolsar nada mais, nada menos, do que R$ 90.000,00 com serviços prestados ao CREAS, IPSOL e Câmara de Vereadores.Já o ex-Presidente do IPSOL, Milton Moreira Raimundo, apenas no órgão em que foi Presidente desde a sua fundação até dezembro de 2016, vai receber, agora, com os serviços de assessoria e consultoria previdenciária, o montante de R$ 22.000,00, além de também prestar serviços à Câmara de Vereadores no valor de R$ 44.000,00 durante todo este ano, ambas com a mesma função.

Com relação aos contratos com empresários que realizaram o São João, outro ponto vale destacar é que, de acordo com a legislação, o artista só pode ser contratado diretamente ou por meio de empresário exclusivo, a fim de evitar a escolha de uma empresa para promover a contratação, auferindo lucro com a intermediação dessa negociação. 

O Ministério Público precisa investigar se, realmente, apenas essas pessoas contratadas têm notória especialização para poder prestarem estes serviços em Soledade.















 

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