PREFEITURA DE SOLEDADE INSTAURA PROCESSO ADMINISTRATIVO PARA APURAR EVENTUAIS IRREGULARIDADES NOS REPASSES DE PARCELAS RELATIVAS À EMPRÉSTIMOS CONSIGNADOS DE SERVIDORES ÀS AGÊNCIAS BANCÁRIAS; ATITUDE CONSTRANGE SERVIDORES

A Prefeitura de Soledade divulgou na última quarta-feira, através de publicação da portaria de nº 004/2017 no Diário da FAMUP, nomes de 85 servidores nos quais foram constatados a existência de divergências nos repasses de parcelas de relativas à empréstimos consignados às agências bancárias, e determinou a instauração de processos administrativos disciplinares para apurar as supostas irregularidades na folha de pessoal.

Segundo a portaria, a Controladoria Geral do Município fez um levantamento junto à folha de pagamento de pessoal da Prefeitura Municipal de Soledade e identificou que ‘’existia uma enormidade de repasses efetivados pela municipalidade sem o devido desconto no contracheque dos servidores, o que chega à exorbitante quantia de R$ 70.578,76 (setenta mil, quinhentos e setenta e oito reais e setenta e seus centavos), o que se atestou pelo Parecer nº. 11/2017’’.

A portaria ainda determina que os servidores compareçam à Secretaria de Administração, Fazenda e Planejamento no prazo de 05 dias para apresentarem defesa.

A atitude da Prefeitura em divulgar a relação contendo seus nomes, segundo alguns servidores, apesar de estar baseada em fundamento jurídico, gerou um grande constrangimento, haja vista que, estavam pagando seus empréstimos religiosamente em dia. '' Pense num constrangimento que a Prefeitura nos deu. Estamos sendo chamados de caloteiro, quando na verdade não somos'', diz uma servidora que teve seu nome na lista.

PREFEITO EMITE NOTA

O Prefeito de Soledade, na manhã desta sexta-feira, emitiu uma nota esclarecendo que o processo segue uma orientação jurídica e que oportunizará o servidor a se defender apresentando documentos que comprovem a inexistência do débito, e em havendo reconhecimento da sua existência, seja formulado acordo, com dispensa de juros e correções.

A nota diz ainda que o processo administrativo não tem o objetivo de punir o servidor, ‘’até porque os atos que culminaram com a não retenção de parcelas de consignados ocorreram por negligência da administração municipal e/ou dos Bancos quando do envio das informações’’.

 

 

 

 

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