Estudioso revela que janeiro, março e abril serão os mais chuvosos e açudes receberão grandes recargas

Segundo as previsões do estudioso, depois de uma longa e dramática sequência de anos com precipitações escassas e irregulares, finalmente vai chover.



O pesquisador em climatologia da cidade de Santa Cruz, Sertão da Paraíba, Ricardo César Alves de Andrade disse esta semana que os seis anos com invernos irregulares e chuvas abaixo da média no semiárido nordestino chegará ao fim. Ele prevê chuvas fortes já no mês de janeiro de 2018.

Segundo as previsões do estudioso, depois de uma longa e dramática sequência de anos com precipitações escassas e irregulares, finalmente vai chover o suficiente para por fim excepcional crise hídrica que assola o semiárido do Nordeste há seis anos.

A expectativa é que as chuvas cheguem fortes e abrangentes em todo estado do Nordeste já no próximo mês de janeiro em decorrência da atuação de sistemas meteorológicos de grande escala com o Vórtice Ciclone e a Zona de Convergência Intertropical.
Para Ricardo Alves será no outono, especialmente ao longo dos meses de março e abril que as chuvas deverão se intensificar sobre o nordeste brasileiro tornando-se mais frequentes e prolongadas, ideais portanto, para a recuperação do volume dos grandes açudes e barragens do interior da região, que atualmente se encontram em níveis críticos com pouquíssima água armazenada em seus leitos.
O Retorno das chuvas em volume e intensidade suficientes para encerrar a mais prolongada seca de que se tem notícia no semiárido brasileiro será possível devido a uma grande mudança na circulação dos ventos sobre a região intertropical do planeta. 
Nesse novo padrão atmosférico estabelecido ao longo dos últimos meses observa-se por exemplo a predomínio da circulação anticiclonal (altas pressões) sobre o Pacífico Tropical Sul adjacente a América do Sul. A tendência é que a partir de janeiro o núcleo dessa circulação avance sobre a porção oeste do continente sul-americano, transfigurando-se em Alta da Bolívia e permitindo assim, a atuação bem configurada do Vórtice Ciclone sobre o Nordeste Brasileiro.
Segundo Ricardo Alves tem-se observado desde o começo de outubro um progressivo aumento da pressão atmosférica sobre a região do Atlântico Tropical Norte em detrimento do estabelecimento de uma zona de baixa pressão sobre a parte centro-oriental do Brasil e Atlântico Tropical Sul Adjacente.
“Esse é um dado particularmente auspicioso, pois é justamente a existência de uma diferença de pressão entre o Atlântico Tropical Norte e o Atlântico Tropical Sul que possibilitará o deslocamento do eixo da Convergência Intertropical para uma posição ao sul da linha do Equador intensificando as chuvas sobre o setor norte do nordeste”, disse o pesquisador, acrescentando que esse fator é decisivo para a ocorrência de um grande inverno em nossa região no próximo ano.
A expectativa é que a partir do final de fevereiro esse sistema de alta pressão se torne muito ativo atuando mais próximo da costa brasileira intensificando os alísios de sudeste e possibilitando o avanços rápido e frequente das frentes frias para o Nordeste notadamente ao longo de março e abril, que juntamente com janeiro serão os meses mais chuvosos de 2018 em nossa região.

DIÁRIO DO SERTÃO com Gazeta do Alto Piranhas

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